Sonho e transformação
O fósforo que queria ser uma árvore
Era uma vez uma caixa de fósforos nova, decorada para o Natal, colocada ao lado de caixas antigas que já conheciam muito bem o destino reservado a um fósforo.
Por Cassiano M. Zanetti

Os textos desta seção são versões resumidas e adaptadas de escritos originais de Cassiano M. Zanetti. Quando disponível, você poderá acessar também a publicação original.
Entre os fósforos novos havia um particularmente alegre. Quando perguntado sobre o que gostaria de ser, respondeu que sonhava em se tornar uma grande árvore: verde, bonita e decorada para o Natal, como haviam sido seus antepassados.
Um fósforo mais velho tratou o sonho como ingenuidade. Na visão dele, todos tinham o mesmo destino: serem riscados, queimados e descartados. O jovem voltou para sua caixa convencido de que seu sonho jamais seria possível.
Com o passar do tempo, um a um, os fósforos foram usados. Até que uma criança encontrou a caixa decorada e decidiu aproveitar os palitos queimados em um trabalho escolar.
Os palitos foram colados sobre uma folha, formando uma árvore de Natal. Na manhã seguinte, a mãe da criança encontrou o desenho e se encantou com aquela árvore feita de fósforos usados.
O sonho havia se realizado, apenas não da maneira como os fósforos imaginavam.
Na inovação e na vida, muitas vezes confundimos o caminho que imaginamos com o resultado que desejamos. Quando o caminho muda, podemos acreditar que o objetivo se perdeu. Nem sempre é assim.
Ideias, produtos e pessoas também podem encontrar novos significados depois de mudanças, erros, perdas ou transformações. O que parece o fim de uma possibilidade pode ser apenas o começo de outra forma de realizá-la.
Sonhe. Viva. Às vezes, aquilo que imaginamos impossível apenas encontra uma maneira diferente de acontecer.
Por Cassiano M. Zanetti